sábado, 18 de abril de 2009

S. O. S. Terra: Peixe-Boi Marinho

Peixe-Boi: roliço, grande, pesado, com jeito de peixe e se alimentando de capim.

O Peixe-Boi pertence à Ordem Sirênia e é o único mamífero aquático herbívoro. Por ser um mamífero, o Peixe-Boi precisa ir à superfície para respirar, ele respira pelos pulmões, que só funcionam com ar. Nos seus mergulhos normais fica apenas de 1 a 5 minutos debaixo d'água. Já em repouso, pode permanecer até 25 minutos submerso sem respirar.

A espécie marinha (Trichechus manatus) pode medir 4 m e pesar até 800 kg! O Peixe-Boi Amazônico (Trichechus inunguis) é menor: atinge 2,5 m, pesa até 300 kg, é mais escuro, tem o couro liso e não tem unhas nas nadadeiras peitorais. É também o único dos sirênios exclusivo de água doce. O Peixe-Boi Marinho (Trichechus manatus) tem a pele rugosa, a cabeça fica bem junto ao corpo. Pode-se quase afirmar que ele não tem pescoço, apesar de conseguir movimentar a cabeça em todas as direções. Tem olhos bem pequenos, mas enxerga bem, sendo capaz até mesmo de reconhecer cores. O nariz está bem em cima do focinho, com duas grandes aberturas. Mas o Peixe-Boi não tem orelhas. Os ouvidos são apenas dois pequenos orifícios um pouco atrás dos olhos. Mesmo assim, pode ouvir muito bem. Além de escutar os ruídos ao seu redor, ele também pode se comunicar através de pequenos gritos chamados vocalizações.

O Peixe-Boi Marinho pode passar até 8 horas do dia comendo. Alimenta-se principalmente de um tipo de capim, o capim-agulha, que cresce em grande quantidade perto da praia. Além do capim, pode comer aguapés, algas e folhas dos mangues.

A reprodução da espécie é lenta, pois o período de gestação das fêmeas é longo: 13 meses. Depois, a mãe amamenta o filhote durante 2 anos. Por causa disso, a fêmea tem apenas 1 ou 2 filhotes a cada 4 anos, pois ela só volta a entrar no cio outra vez um ano depois de desmamar. Vários machos podem copular com uma mesma fêmea, o cio dura um longo período, mas apenas um deles irá fecundá-la.

O Peixe-Boi Marinho pode ser encontrado no Nordeste e Norte do país. A facilidade de captura levou o Peixe-Boi a ser caçado de forma indiscriminada. Hoje, ele enfrenta sérios problemas quanto à conservação em virtude da degradação do habitat, poluição dos sistemas fluviais e marinhos, trânsito intenso de embarcações motorizadas, caça indiscriminada e pesca de subsistência e acidental. Ele é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil, de acordo com o Plano de Ação para os Mamíferos Aquáticos elaborado pelo IBAMA em 1997, e configura no anexo I da CITES.

O que já está sendo feito - Projeto Peixe-Boi Marinho.

O Projeto Peixe-Boi Marinho começou seus trabalhos 1980. Com a criação do Centro Peixe-Boi em 1990 e sua promoção para Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos - CMA, em 1998, o Projeto Peixe-Boi passou a ser um dos projetos executivos do CMA, executado em conjunto com a Fundação Mamíferos Marinhos - FMM e patrocinado pela Petrobrás. Hoje, o CMA com sede nacional na Ilha de Itamaracá-PE, conta com mais 3 sedes: Sede de Barra de Mamanguape-PB, Base de Paripueira-AL e Base de Cajueiro da Praia-PI, onde são executadas ações de pesquisa, resgate, recuperação e devolução à natureza do Peixe-Boi, bem como ações de informação, treinamento e capacitação das comunidades riberinhas, inclusive em atividades artesanais, como: corte e costura, bordado, desenho, reciclagem de papel, entre outros, através da Oficina Peixe-Boi & Cia, na PB.

Ao todo, a equipe do projeto já resgatou 35 peixes-bois, salvos de cativeiros inadequados ou vítimas de encalhes. O Projeto Peixe-Boi tem atualmente sob seus cuidados 17 peixes-bois, sendo 11 deles nos oceanários de Itamaracá, 2 na Base de Barra de Mamanguape, em cativeiro em ambiente natural, e 4 peixes-bois já reintroduzidos que são monitorados diariamente através de um rádio transmissor preso aos animais. Alguns peixes-bois resgatados da costa do RN: Netuno, Marbela, Guaju e Xuxu (já reintroduzido).

O Projeto está aberto a visitação, onde podem ser vistos inúmeros peixes-boi, inclusive a Xica, um peixe-boi fêmea que viveu durante anos num aquário público em uma praça do Recife, o Poque, um raro caso de híbrido entre o peixe-boi marinho e o amazônico.

Uma forma de ajudar o trabalho desenvolvido pelo Projeto Peixe-Boi é avisando uma das bases assim que encontrar um filhote encalhado na praia ou um peixe-boi adulto marcado com um rádio transmissor. Caso presencie um peixe-boi sendo molestado, denuncie! Isto é crime ambiental inafiançável. Ligue imediatamente para a base do Projeto mais próxima do local. As ligações podem ser feitas a cobrar. Outra forma de ajudar é divulgar o Projeto junto aos seus amigos, escolas, universidades, associações e muitos outros lugares por onde passar. Ajude também através de doações e patrocínios, ou comprando os produtos da Oficina Peixe-Boi & Cia.

Abaixo você tem os endereços e telefones das quatro bases no Nordeste.

Pernambuco
Estrada do Forte Orange, s/n,
Caixa Postal nº 01, Itamaracá - PE
CEP 53900-000
Fones: (81) 544-1056 / 544-1731 / 544-1835

Alagoas
Rodovia AL 101 Norte, km 12
Riacho Doce - Maceió - AL
CEP 57033-970
Fone: (82) 399-1156

Paraíba
Caixa Postal 117
Vila da Barra de Mamanguape - Rio Tinto - PB
CEP 58297-000
Fone: (83) 228-3865

Piauí
Rua Valença, nº 39
São Francisco, Parnaíba - PI
CEP 64218-630
Fone: (86) 321-2782

Saiba Mais: Projeto Peixe-Boi

2 comentários:

Geizy Alves disse...

Tem informações desatualizadas aí, mas tá legal o post. Parabéns pela iniciativa!

AgroGirl disse...

Cara Geizy, agradecemos sua participação, e pedimos, por gentileza, que nos indique as desatualizações para que possamos atualizá-las. Agradecemos seu comentário. Continue antenada!!